Quem pergunta qual é o tipo de frete mais usado no e-commerce costuma querer saber duas coisas. A primeira é quem entrega: aqui, o mais comum é a entrega pelos Correios (PAC e SEDEX), principalmente em lojas pequenas e médias. Nas operações maiores, os Correios dividem espaço com transportadoras privadas e com a logística dos marketplaces. A segunda é quem paga: no varejo online, quase sempre o vendedor contrata o transporte e repassa o custo ao cliente ou absorve esse valor. Esse modelo se chama frete CIF. Ele aparece no checkout como frete calculado, frete fixo ou frete grátis.
Não existe um frete que sirva para todo mundo. Pesam o tamanho e o peso do produto, o destino, o prazo que o cliente aceita e a margem da loja. Por isso, entender cada opção ajuda a reduzir custos e a evitar carrinhos abandonados.
O frete mais utilizado pelo e-commerce: a resposta direta
São três os pontos que explicam a resposta.
- Na cobrança, a modalidade é o CIF. O lojista é quem contrata o transporte e responde pela entrega até a casa do comprador. Para o cliente, sai mais simples, porque ele só escolhe uma opção no checkout.
- Os Correios são o transportador mais presente. Eles chegam a praticamente todos os municípios do país, têm tarifas conhecidas e se integram à maioria das plataformas de loja virtual. Isso faz deles o ponto de partida de quase todo pequeno lojista.
- Transportadoras e marketplaces crescem quando o volume aumenta. Quando a loja passa a enviar muitos pedidos, negociar com transportadoras ou usar a logística de um marketplace costuma baixar o custo por pedido e encurtar os prazos nas capitais.
Na prática, o modelo que prevalece é o multifrete: a loja oferece duas ou mais opções no checkout, uma mais barata e outra mais rápida, de transportadores diferentes.
Modalidades de cobrança do frete no e-commerce
Antes de comparar empresas, separe duas perguntas: quem paga o frete e como ele aparece para o cliente.
Frete CIF e frete FOB
No CIF, o remetente (a loja) paga e responde pelo transporte até o destino. É o padrão no varejo online. No FOB, quem paga e organiza a retirada é o comprador. Ele é comum no B2B, quando o cliente tem transportadora própria, mas é raro na venda ao consumidor final.
Frete calculado
O sistema consulta as tabelas dos transportadores e mostra o valor exato para o CEP do cliente, considerando peso e medidas. É o modelo mais justo e o mais usado. Para dar certo, o cadastro dos produtos precisa estar correto.
Frete fixo
A loja cobra um valor único para todo o Brasil ou por região. Fica fácil de comunicar, mas pode dar prejuízo nos destinos mais distantes ou espantar o cliente que mora perto.
Frete grátis
O frete continua existindo. A loja só absorve o custo ou o embute no preço. É um dos argumentos de venda mais fortes do e-commerce. Costuma vir com condições, como um valor mínimo de compra, regiões específicas ou apenas a opção mais lenta.
Retirada na loja ou em ponto parceiro
O cliente busca o pedido numa loja física, num armário inteligente ou num ponto de coleta. O frete fica baixo ou zero, e essa opção funciona bem para quem tem operação física ou mora em cidade grande.
Quem faz a entrega: principais tipos de transportador
Um bom jeito de entender o frete mais usado no e-commerce é olhar para quem leva a encomenda até o cliente.
Correios: PAC e SEDEX
O PAC é o serviço econômico, com prazo maior. O SEDEX é o expresso, mais caro e mais rápido. Os Correios atendem pessoa física e jurídica, oferecem contrato com desconto conforme o volume e têm a maior cobertura do país. Os pontos fracos são os limites de peso e de dimensões, as restrições em algumas áreas e os prazos que variam bastante de uma região para outra. Limites, tarifas e regras mudam de tempos em tempos, então confira sempre os valores atuais no site oficial dos Correios.
Transportadoras privadas
Algumas são especializadas em encomendas leves de e-commerce, outras em cargas fracionadas maiores. Costumam ser competitivas nas capitais e nas regiões metropolitanas e aceitam volumes mais pesados e maiores, como móveis, eletrodomésticos e materiais de construção. A cobertura no interior varia muito de uma empresa para outra.
Logística de marketplaces
Os grandes marketplaces têm seus próprios sistemas de envio. Em alguns, o vendedor só imprime a etiqueta. Em outros, deixa o estoque num centro de distribuição da plataforma (fulfillment). As tarifas costumam ser subsidiadas ou negociadas em escala, e os produtos com entrega rápida podem ganhar visibilidade. Em troca, o lojista fica dependente das regras de cada plataforma.
Intermediadores e plataformas de frete
São empresas que juntam vários transportadores num só painel, com tarifas negociadas pelo volume somado de muitos lojistas. Para quem está começando, dão acesso a preços que seriam difíceis de conseguir sozinho, além de cotação automática no checkout.
Entrega local: motoboy e entrega no mesmo dia
Funciona muito bem para farmácias, comida, flores, presentes e lojas que vendem principalmente na própria cidade. O raio é limitado, mas a rapidez é imbatível.

Comparativo entre as opções de frete
| Opção | Ponto forte | Ponto fraco | Indicada para |
|---|---|---|---|
| Correios PAC | Cobertura nacional e custo menor | Prazo mais longo | Produtos leves sem pressa |
| Correios SEDEX | Rapidez e ampla cobertura | Tarifa mais alta | Pedidos urgentes e itens de maior valor |
| Transportadora privada | Preço competitivo e aceita volumes maiores | Cobertura irregular no interior | Lojas com volume e cargas pesadas |
| Logística de marketplace | Tarifas em escala e visibilidade | Dependência das regras da plataforma | Quem vende principalmente em marketplaces |
| Intermediador de frete | Várias transportadoras num só painel | Taxas e regras do intermediador | Pequenos e médios lojistas |
| Entrega local | Entrega no mesmo dia | Raio limitado | Vendas na própria cidade |
| Retirada | Custo baixo ou zero | Exige deslocamento do cliente | Lojas com ponto físico ou parceiro |
Como escolher o frete ideal para sua loja
Escolher bem é cruzar o perfil do produto com o perfil do cliente. Siga as etapas abaixo.
Escolha do frete no e-commerce em 5 passos
1. Produto
Meça peso, dimensões, fragilidade e valor de cada item.
2. Destinos
Mapeie para quais regiões e CEPs você mais vende.
3. Cotação
Compare Correios, transportadoras e intermediadores.
4. Checkout
Ofereça ao menos uma opção econômica e uma expressa.
5. Revisão
Acompanhe prazos, avarias e custo por pedido todo mês.
- Cadastre peso e medidas reais. Pese e meça cada produto já embalado. Se o cadastro estiver errado, o frete calculado sai errado, e a diferença costuma ser cobrada depois pelo transportador.
- Descubra para onde você vende. Os relatórios da plataforma mostram a concentração de pedidos por estado e por cidade. Se a maior parte está numa região metropolitana, uma transportadora regional pode sair mais em conta que os Correios.
- Cote com vários fornecedores. Use pedidos reais de meses anteriores para simular quanto cada opção custaria. Olhe também o prazo, o índice de avarias e a qualidade do rastreamento, não só o preço.
- Monte um checkout com opções. Oferecer uma alternativa barata e outra rápida deixa o cliente decidir e reduz o abandono de carrinho.
- Defina sua política de frete grátis com números. Calcule quanto o frete pesa na margem e estabeleça um valor mínimo de pedido que mantenha a operação lucrativa.
- Revise com frequência. Tarifas, prazos e o desempenho dos transportadores mudam. Uma revisão por trimestre já ajuda a não pagar mais do que precisa.
O que compõe o valor do frete
Saber o que entra no preço ajuda a negociar e a montar o checkout.
Peso real e peso cubado
Os transportadores cobram pelo maior valor entre o peso real e o peso cubado. O peso cubado é calculado multiplicando comprimento, largura e altura da embalagem por um fator de cubagem. Esse fator é definido por cada empresa e pode mudar, então consulte sempre o contrato ou a tabela do seu transportador. Na prática, um produto leve numa caixa grande pode sair caro.
Distância e região
O CEP de origem e o de destino definem a faixa de preço. Áreas remotas ou de difícil acesso podem ter taxa adicional ou prazo maior.
Seguro e taxas adicionais
Muitos serviços cobram uma taxa proporcional ao valor declarado da mercadoria, chamada ad valorem, e algumas transportadoras cobram também taxas de gerenciamento de risco. Há ainda serviços opcionais, como aviso de recebimento e mão própria. A existência e o valor de cada taxa variam conforme o contrato.
Tributos e documentação
Quem vende como empresa precisa emitir nota fiscal para acompanhar a mercadoria. A tributação sobre o transporte e sobre a venda interestadual tem regras próprias. Converse com o seu contador para entender como isso afeta o preço final e as obrigações da loja.

Erros comuns na escolha do frete
- Usar uma só opção para todo o Brasil. Um transportador pode ser ótimo numa região e ruim em outra.
- Cadastrar medidas aproximadas. Isso gera cobranças retroativas e frete mais baixo que o custo real.
- Usar embalagem maior que o necessário. O peso cubado sobe, e o espaço vazio aumenta o risco de avaria.
- Oferecer frete grátis sem fazer as contas. A promoção vende, mas pode corroer a margem sem que o lojista perceba.
- Prometer prazo sem margem de segurança. Esquecer o tempo de separação e postagem gera atraso e reclamação.
- Não acompanhar indicadores. Sem medir atrasos, devoluções e avarias, fica impossível saber se o frete barato saiu caro.
Dicas práticas para reduzir o custo do frete
- Padronize poucos tamanhos de caixa que se ajustem bem aos produtos mais vendidos.
- Negocie contrato quando o volume de envios crescer. Correios e transportadoras costumam ter faixas de desconto.
- Considere intermediadores de frete enquanto o volume ainda não justifica um contrato direto.
- Incentive compras maiores com frete grátis a partir de um valor mínimo ou com kits de produtos.
- Avalie estoque descentralizado ou fulfillment se a maior parte das vendas vai para outra região.
- Ofereça retirada em loja ou em ponto parceiro para clientes próximos.
- Deixe o prazo e o rastreamento claros. Muito cliente aceita esperar mais quando sabe o que esperar.
Perguntas frequentes
Qual é o tipo de frete mais usado pelo e-commerce no Brasil?
Na cobrança, o mais comum é o frete CIF, pago e contratado pelo lojista. Na entrega, os Correios (PAC e SEDEX) são a opção mais presente, sobretudo em lojas pequenas e médias. As operações maiores combinam os Correios com transportadoras privadas e com a logística de marketplaces.
Vale mais a pena usar Correios ou transportadora?
Depende do produto e do destino. Os Correios ganham na cobertura nacional e funcionam bem para itens leves. As transportadoras costumam ser mais competitivas para volumes maiores e para entregas concentradas em capitais. O ideal é cotar com base nos seus pedidos reais e, se possível, oferecer as duas opções.
Frete grátis é realmente vantajoso?
Ele aumenta a conversão, mas tem custo. Funciona melhor com um valor mínimo de pedido, limitado a algumas regiões ou à modalidade econômica, e calculado sobre a margem de cada produto.
O que é peso cubado e por que ele encarece o frete?
É um peso calculado a partir do volume da embalagem. Quando a caixa é grande e o produto é leve, o peso cubado passa o peso real e vira a base da cobrança. Usar embalagens do tamanho certo é a forma mais simples de evitar esse aumento.
Preciso de CNPJ para ter tarifas melhores?
Em geral, os contratos com desconto, nos Correios ou nas transportadoras, são feitos com empresas e exigem um volume mínimo. Quem ainda não tem esse volume pode conseguir tarifas reduzidas com intermediadores de frete. Confira as condições atuais direto com cada fornecedor.
Quantas opções de frete devo oferecer no checkout?
Na maioria das lojas, duas ou três bastam: uma econômica, uma expressa e, se fizer sentido, retirada ou entrega local. Opções demais confundem o cliente, e opções de menos fazem a loja perder vendas.
No fim, o frete mais usado no e-commerce não é necessariamente o melhor para o seu negócio. Para chegar à combinação certa entre custo, prazo e experiência do cliente, comece com dados reais de peso, medidas e destinos, compare as opções com frequência e acompanhe os resultados.
Conteúdo informativo. Regras e valores podem mudar; confira sempre a norma vigente no órgão responsável, como ANTT, Contran e Receita Federal.



